{"id":422,"date":"2015-10-29T10:24:28","date_gmt":"2015-10-29T10:24:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.transportersystems.com\/blog\/?p=422"},"modified":"2018-09-20T10:06:23","modified_gmt":"2018-09-20T10:06:23","slug":"visita-terminal-apmt-maasvlakte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/transportersystems.com\/blog\/visita-terminal-apmt-maasvlakte\/","title":{"rendered":"Visita ao terminal APMT Maasvlakte II"},"content":{"rendered":"<p>Fizemos uma visita ao Terminal em Setembro de 2015, atrav\u00e9s da Universidade Tecnol\u00f3gica de Deflt, e \u00e9 de facto impressionante pelo que resumimos neste artigo o que consider\u00e1mos mais relevante. Do planeamento ao seu arranque demoraram cerca de 9 anos. Claramente foi necess\u00e1rio uma vis\u00e3o e estrat\u00e9gia conjunta, quer do Porto, quer do Operador e tamb\u00e9m do Armador, uma vez que pertencem ao mesmo grupo (Maersk). Demoraram 4 anos para o construir e colocar em Produ\u00e7\u00e3o (ainda que n\u00e3o a 100% da sua capacidade) mas tamb\u00e9m porque foi preparado para poder ser expandido a v\u00e1rios n\u00edveis, desde o aumento das linhas f\u00e9rreas (atualmente 4 a poder duplicar para 8), das gruas (cranes) para o carregamento das barca\u00e7as (barges) arrancou com uma grua, j\u00e1 tem duas em produ\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 6 meses e j\u00e1 t\u00eam encomendada uma terceira apenas para este modo de transporte. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 intermodalidade, o terminal est\u00e1 preparado para receber cami\u00f5es diretamente e carrega-los (descarreg\u00e1-los) do parque, ou do navio. Permite receber comboios com 750m e 80 vag\u00f5es (ou contentores) e ainda receber lateralmente as barca\u00e7as para transporte fluvial. Tudo isto para otimizar a opera\u00e7\u00e3o dos navios de maior porte da Maersk. Quanto \u00e0s gruas que operam estes navios, s\u00e3o as maiores e mais altas no mercado, e s\u00e3o operadas remotamente, ou seja, os operadores n\u00e3o est\u00e3o nas cabines de comando nas pr\u00f3prias gruas, mas antes no centro operacional do terminal a controlar a sua movimenta\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de software. Desta forma, \u00e9 poupado tempo na substitui\u00e7\u00e3o de operadores na mudan\u00e7a de turnos, e os mesmos n\u00e3o est\u00e3o sujeitos a intemp\u00e9ries e for\u00e7as G nos dias de tempestade com fortes ventos. <a href=\"http:\/\/www.transportersystems.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-425\" src=\"http:\/\/www.transportersystems.com\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/1.jpg\" alt=\"1\" width=\"1000\" height=\"523\" \/><\/a> Tamb\u00e9m os AGV (Automated Guided Vehicles) fazem todo o transporte dos contentores no interior do terminal de forma n\u00e3o assistida (sem condutor) sendo geridos tamb\u00e9m por sistemas de informa\u00e7\u00e3o, movimentando-se em 6 pistas ao longo e em redor do terminal, com a ajuda de 4000 sensores colocados no piso. S\u00e3o completamente movidos eletricamente, atrav\u00e9s de uma bateria com 12 toneladas com autonomia de 8hrs. Existe tamb\u00e9m uma esta\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o de baterias totalmente automatizada para a recolha, carga e entrega de baterias aos AGV\u2019s. \u00c9 sem d\u00favida, uma obra de engenharia (de v\u00e1rios ramos) not\u00e1vel e que permite uma redu\u00e7\u00e3o de m\u00e3o-de-obra evidente, mas por outro um aumento de seguran\u00e7a e efici\u00eancia mas que obrigam a uma sistematiza\u00e7\u00e3o e planeamento de todo o \u201ccircuito\u201d do terminal, para evitar ou minimizar a ocorr\u00eancia e tratamento de exce\u00e7\u00f5es que podem atrasar ou colocar em risco o normal funcionamento do sistema. Manualmente s\u00e3o tratados ainda a alimenta\u00e7\u00e3o dos contentores frigor\u00edficos e o lashing dos contentores no navio, a alf\u00e2ndega est\u00e1 dentro do pr\u00f3prio terminal e ap\u00f3s o scan \u00e0 entrada dos contentores seleciona os contentores a inspecionar. Como outra inova\u00e7\u00e3o, foram criados tamb\u00e9m uns \u201cracks\u201d met\u00e1licos onde os contentores s\u00e3o estacionados temporariamente pelas gruas, e que s\u00e3o recolhidos assincronamente (noutro instante) pelos AGV\u2019s e que desta forma permitem otimizar a movimenta\u00e7\u00e3o dos mesmos que n\u00e3o tem que esperar pelas gruas, quer as da zona do parque, do navio, do rail e barges.\u00a0[symple_spacing size=&#8221;20&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fizemos uma visita ao Terminal em Setembro de 2015, atrav\u00e9s da Universidade Tecnol\u00f3gica de Deflt, e \u00e9 de facto impressionante pelo que resumimos neste artigo o que consider\u00e1mos mais relevante. Do planeamento ao seu arranque demoraram cerca de 9 anos. 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